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Médico alerta sobre os riscos da obesidade durante palestra
Médico alerta sobre os riscos da obesidade durante palestra
Autor: Prefeitura de Tesouro
Data: 03 de Abril de 2024
Considerada um dos principais problemas de saúde pública do mundo, a obesidade é uma doença grave. As discussões sobre o assunto são tão importantes que o dia 4 de março foi escolhido como o Dia Mundial da Obesidade.
Como forma de conscientização a Secretaria Municipal de Promoção Social em parceria com Médico e Cirurgião do aparelho digestivo, Dr. Gutemberg Fagundes realizou uma palestra sobre a gravidade da obesidade e as formas de tratamento disponíveis hoje. “A obesidade é uma doença grave. Não é falta de força de vontade, não é desleixo. Precisamos analisar a predisposição genética, o fator hormonal e também o alimentar e ambiental,” destaca o cirurgião do aparelho digestivo, Dr. Gutemberg Fagundes.
No Brasil, o número de obesos chega a 30 milhões. Em porcentagem, cerca de 52% da população do país está acima do peso, com o quadro de sobrepeso ou obesidade. Os obesos são em torno de 19% da população.
“Essa doença vai acarretar, durante os anos, novas doenças. Vai provocar comorbidades, como hipertensão arterial, diabetes, apneia do sono, problemas ortopédicos, dores articulares, problemas no colesterol e triglicérides, podendo levar à arterosclerose, à obstrução das artérias, que, no futuro, pode levar a quadros de anginas, infartos e derrames”, explica o médico.
Segundo o cirurgião, a obesidade deve ser prevenida na infância, ensinando uma educação alimentar para as crianças, incentivando-as a consumir alimentos mais saudáveis e a praticar atividade física de uma forma rotineira.
De acordo com o médico Gutemberg Fagundes, a obesidade começa a ser tratada com a mudança do hábito alimentar, com dieta e atividade física, mesmo que seja uma caminhada todos os dias. Depois disso, pode entrar com medicamentos, que vão ajudar na redução do peso, quer seja diminuindo a fome, quer seja aumentando a saciedade. Sendo esses os tratamentos clínicos, mais conservadores.
“Em uma situação mais grave, o paciente pode precisar até de uma cirurgia para obesidade mórbida, que é a chamada cirurgia bariátrica. Este procedimento é indicado para a pessoa que tem obesidade por mais de dois anos, tentou tratamento clínico com endocrinologista, mas não conseguiu emagrecer ou emagreceu e voltou a engordar, e possui IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 40 ou IMC acima de 35, com doenças provocadas ou agravadas pela obesidade,” comenta.
Hoje, a cirurgia bariátrica, é feita por videolaparoscopia, é chamada de cirurgia minimamente invasiva. Há também o tratamento com o balão intragástrico, onde o balão é colocado no estômago, via endoscopia, podendo ficar em torno de seis meses.
A gestão está fazendo levantamento sobre o número de pessoas no município que precisam passar pelo procedimento. A ideia é realizar as cirurgias em parceria com o Consórcio Regional de Saúde e Estado de Mato Grosso em um futuro breve, e assim, melhorar a qualidade de vida de quem sofre com a obesidade.